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Formação para uma Paróquia Sinodal: Caminhos de crescimento

A sinodalidade não se improvisa: ela exige formação contínua. A Comissão Teológica Internacional destaca que uma Igreja sinodal se sustenta sobre três pilares formativos: espiritualidade, doutrina e prática comunitária. Sem esses fundamentos, a participação corre o risco de tornar-se superficial ou meramente operacional.

A primeira dimensão é a espiritual. A sinodalidade nasce da escuta do Espírito Santo. Por isso, a paróquia precisa cultivar uma espiritualidade de oração, silêncio, discernimento e serviço. Sem vida espiritual, o processo sinodal perde profundidade e se reduz a organização.

A segunda dimensão é a formativa. Os agentes pastorais, conselhos, lideranças e fiéis precisam conhecer o que é sinodalidade, entender seus fundamentos teológicos e aprender seus métodos. A sinodalidade não é democracia, mas discernimento comunitário à luz da fé.

A terceira dimensão é metodológica. A paróquia precisa aprender a planejar, avaliar, decidir e acompanhar ações de maneira participativa. Isso implica desenvolver habilidades como comunicação fraterna, facilitação de reuniões, técnicas de escuta e práticas de síntese comunitária.

A formação também ajuda a superar resistências e medos. Muitas vezes, a ausência de participação não é fruto de má vontade, mas de insegurança ou falta de clareza sobre o papel de cada um. Formar é libertar, capacitar e gerar corresponsabilidade.

Por fim, a formação sinodal deve ser permanente. Não se trata de um curso pontual, mas de um caminho contínuo que fortalece a identidade missionária da paróquia.

Pergunta para reflexão:
Quais processos formativos podem ajudar minha paróquia a crescer em comunhão, participação e missão?

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