
O Vaticano II recorda que a liberdade é valor apreciado por crentes e não crentes. A multiplicação das relações hodiernas exige reconhecer esse direito para todos. A Igreja de Fortaleza, ao lançar o Plano 2026-2030, indicou que ouvir e ver corresponde ao gesto de Jesus que olha o povo e se compadece. Esse mesmo olhar deve guiar a atitude diante da sociedade plural.
A liberdade religiosa possui dimensão pública e social. O Concílio deplora discriminações introduzidas por governantes entre crentes e não crentes. Na pastoral local isso significa acompanhar literatura, arte e leis civis que invadem larga escala provocando desorientação. Conselhos podem estudar o documento para oferecer luz e força espiritual aos cidadãos.
A paróquia é lugar privilegiado para essa aplicação. Ali se aprende a viver como discípulos dentro de rede fraterna. O Conselho Pastoral Paroquial e o Conselho Econômico são estruturas de perfil sinodal capazes de proteger o direito à crença e de coordenar ações com o Conselho Diocesano.
Indicação prática propõe relacionar pastorais, movimentos e serviços presentes e atuantes com as comissões do Plano. Essa orientação foi reafirmada em assessorias paroquiais de dezembro: cada grupo deve encontrar bens que o atraiam e predisponham ao serviço dos outros. O site Caminhos da Pastoral continuará essa série com novos roteiros de estudo.
Exemplos pastorais mostram que a fé não se opõe à técnica hodierna. Bodas de Caná, diálogo com Zaqueu e refeições com pecadores são paradigma de presença de Cristo na vida social. Em 2026 a Igreja local pode cooperar com universidades, imprensa e instituições civis na promoção da liberdade religiosa.
A comunhão entre CELAM, CNBB e Vaticano II ilumina esse diálogo. A ética individualista deve ser superada para que o destino futuro da humanidade não seja esmagado pelo ódio. A Igreja peregrina e sinodal precisa ser reconhecida como fermento da história.
A mensagem cristã obriga ainda mais a construir o mundo na justiça. Os leigos são chamados a serem testemunhas de Cristo em todas as circunstâncias. A liberdade religiosa reforça o compromisso no serviço ao Reino e cria ambiente onde a Palavra pode adaptar-se à capacidade de todos.
Encerrando, a Igreja sabe que a chave e o centro da história encontram-se em Cristo Alfa e Ômega. A sociedade plural será conduzida à unidade da família de Deus quando as paróquias viverem esse direito como missão visível em 2026.
Pergunta para reflexão e aprofundamento:
Quais são os desafios mais evidentes à liberdade religiosa na sociedade contemporânea e como a Igreja pode contribuir para um diálogo respeitoso entre crentes e não crentes?


